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Dona Maria Rosa, de 92 anos, enfrenta meses de espera e sofrimento sem diagnóstico ou tratamento adequado em São Gonçalo

Por Folha do Pacheco em 09/09/2024 às 22:20:46
Foto: Reprodução

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Dona Maria Rosa da Motta Cabral, uma idosa de 92 anos, moradora do bairro Antonina, em São Gonçalo, tem enfrentado uma dura batalha contra a saúde pública. Há cerca de nove meses, ela descobriu um caroço que, com o tempo, foi crescendo e se tornando um grande incômodo. Desde então, sua neta, Brenda, vem buscando atendimento médico, mas sem sucesso. Nesta segunda-feira, dia 09 estiveram no Pronto Socorro Central de São Gonçalo em busca de ajuda.

"Estamos aqui desde às 6h da manhã, e até agora ninguém fez nada. É revoltante ver que fazem fachadas bonitas, pisos novos, mas os médicos que deveriam atender a população não estão disponíveis", diz Brenda.

De acordo com a neta, logo que perceberam o caroço, buscaram atendimento em diferentes unidades de saúde. "Fomos em postos de saúde, UPAs, prontos socorros, mas ninguém nos deu uma resposta concreta", desabafa. O diagnóstico mais próximo que conseguiram foi de que o caroço poderia ser um cisto sebáceo, mas sem maiores explicações.

Dona Maria tem sentido muita dor, dificuldade para respirar e precisa constantemente de medicações. Mesmo diante desse quadro, as idas ao pronto socorro não trouxeram resultados. "Eles simplesmente dizem que o caso é ambulatorial e nos mandam procurar outros médicos. Ficam nos jogando de um lado para o outro", relata Brenda.

A situação financeira da família também agrava o problema. Dona Maria vive com Brenda, que cuida dela, além de outros familiares. Sem condições de pagar por uma cuidadora, a neta se desdobra para cuidar da avó, enquanto também lida com outras demandas da casa. "O salário dela mal dá para fraldas e remédios", explica.

A mãe de Brenda, que também vive na mesma casa, enfrenta um tratamento contra o câncer, mas, por ter plano de saúde, não depende do SUS, diferente de Dona Maria.

Brenda relatou ter conversado diretamente com o diretor do hospital. "Ele falou na minha cara que eu tenho que regularizar minha avó. Estou nessa luta há nove meses com minha avó de 92 anos, e ninguém pode fazer uma cirurgia no hospital", indignou-se.


Foto: Dona Maria Rosa, 92 anos. enviada pela neta.

A história de Dona Maria Rosa e Brenda é apenas mais um exemplo das dificuldades enfrentadas por muitos moradores de São Gonçalo que dependem do atendimento público de saúde.

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