Foto: Uso da imagem permitido pela mãe Julyana Rodrigues
Na manhã desta segunda-feira (23), Julyana Rodrigues, de 26 anos, moradora do bairro Lagoinha, precisou mais uma vez buscar o filho, Heitor, de apenas 5 anos, que está matriculado na UMEI Ednea Mascarenhas Araújo, no bairro Amendoeira. O menino, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) em nível de suporte 3, voltou para casa antes do horário regular de saída da escola. Nas redes sociais, a mãe fez um desabafo.
Julyana relatou que essa é a segunda vez, só neste mês, que precisou buscar Heitor de forma emergencial. Ela também afirmou que o filho não estuda o horário completo, das 7h30 às 11h30, como deveria, sendo liberado às 10h30 diariamente. Segundo a escola, ele está em um período de adaptação, mas Julyana contesta essa justificativa, já que o menino frequenta a instituição desde o ano passado. "A escola prometeu que o horário seria gradualmente ampliado, mas até hoje isso não aconteceu", desabafa a mãe. Ela ainda reforça que Heitor gosta da escola, chegando a ficar pronto antes das 7h para esperar a rota escolar.
No vídeo, visivelmente emocionada, Julyana questiona a falta de uma professora de apoio para auxiliar o filho durante as crises. "Meu filho é uma criança atípica, ele não vai ter o comportamento de uma criança típica. Ele precisa de suporte, principalmente nesses momentos de crise, e cadê a professora de apoio que deveria estar lá com ele?", indagou.
Vídeo do desabafo da Juyyana
Atualmente, Julyana não trabalha, pois não tem com quem deixar o Heitor, já que infelizmente não conta com uma rede de apoio. A situação, além de emocionalmente desgastante, compromete também a vida profissional da mãe, que dedica todo seu tempo ao cuidado do filho.
Mães de outras crianças que enfrentam desafios semelhantes manifestaram apoio à Julyana nas redes sociais. "Estou cansada de ser enganada e negligenciada. Só quero que os direitos do meu filho sejam respeitados", desabafou. Ela ainda criticou a falta de ações concretas por parte dos políticos que dizem defender a causa autista. "Espero que um dia exista inclusão de verdade, para que nossos filhos possam estudar como qualquer outra criança", finalizou.
A falta de inclusão escolar para crianças autistas continua sendo um desafio em muitas regiões, e o caso de Heitor expõe a urgência de políticas públicas que garantam a assistência e os direitos dessas crianças.