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A Enel, concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica em São Gonçalo, recebeu uma ordem judicial da 2ª Vara Cível da Comarca de São Gonçalo para restabelecer o fornecimento de energia em hospitais e unidades de saúde da cidade no prazo máximo de seis horas. Em caso de descumprimento, a empresa estará sujeita a uma multa diária de R$ 20 mil.
A ação foi movida pela Procuradoria Geral do Município, atendendo a um pedido do prefeito Capitão Nelson, devido à longa interrupção de energia que afetou a cidade desde terça-feira (12). Dois incidentes distintos, ocorridos na tarde de terça-feira e na manhã desta quarta-feira(13), deixaram diversos bairros às escuras, prejudicando o funcionamento de serviços essenciais, como os de saúde.
Com o apagão, hospitais e postos de saúde de urgência e emergência passaram a depender de geradores para manter alguns atendimentos, enquanto cirurgias eletivas foram adiadas. Na quarta-feira, ainda dependiam de geradores a UMPA de Santa Luzia e o Hospital do Câncer e do Coração (HCCOR), ambos essenciais para a população.
O prefeito Capitão Nelson tem visitado as unidades de saúde para avaliar a situação pessoalmente, e as consequências da falta de energia se estenderam a outros setores. Escolas da rede municipal suspenderam as aulas e equipamentos da Assistência Social, como o Restaurante do Povo, em Alcântara, também foram afetados, embora o serviço tenha sido mantido com o esforço da equipe.
A decisão da Justiça pressiona a Enel a resolver o problema, diante da indignação de moradores que vêm sofrendo com constantes quedas de energia e falhas no atendimento da concessionária.