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As eleições municipais de São Gonçalo se aproximam, e a corrida por uma das 27 cadeiras na Câmara Municipal promete ser acirrada. Ao todo, 479 candidatos estão na disputa, cada um trazendo propostas e visões que, em breve, podem moldar o futuro do município. Entre esses, 19 vereadores atuais buscam a reeleição, tentando conquistar mais um mandato no legislativo gonçalense.
Um ponto que chama atenção no cenário eleitoral é a baixa representatividade feminina. Apenas 33% dos candidatos são mulheres, o que reflete um desafio na busca por maior igualdade de gênero na política local. Embora a participação feminina nas eleições tenha crescido ao longo dos anos, o número ainda está distante de uma paridade ideal, especialmente em uma cidade com uma população feminina tão expressiva como São Gonçalo.
Outro dado relevante é o nível de instrução dos candidatos. Segundo as estatísticas, apenas 29,97% possuem curso superior completo, evidenciando a diversidade no perfil educacional dos concorrentes. A qualificação acadêmica é um fator importante no cenário político, pois traz maior preparo para lidar com as complexidades da gestão pública, elaboração de leis e fiscalização do executivo. Entretanto, a política continua a ser uma arena aberta a todos, independentemente da formação acadêmica, representando diferentes vozes e realidades da população.
Com um número elevado de candidatos para apenas 27 vagas, a disputa deve intensificar nas próximas semanas. São Gonçalo enfrenta desafios em várias áreas, como mobilidade urbana, saúde, educação e segurança, e os eleitores estarão atentos às propostas que ofereçam soluções reais e viáveis para os problemas cotidianos.
Além disso, os 19 vereadores que tentam a reeleição terão de enfrentar a avaliação da população sobre seus mandatos atuais. Em tempos de crescente desconfiança na classe política, conquistar novamente o apoio do eleitorado será um desafio, especialmente quando novos rostos surgem com propostas de renovação e mudanças.
O cenário das eleições de 2024 em São Gonçalo mostra uma disputa equilibrada e cheia de desafios. Com uma baixa participação feminina e menos de um terço dos candidatos com nível superior, a diversidade de perfis promete um pleito que representa uma variedade de realidades e expectativas.
Agora, cabe aos eleitores escolher quem será capaz de fazer a diferença na Câmara Municipal nos próximos quatro anos.